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TEDxSãoPaulo Mulheres que Inspiram (parte III)

Stephanie Ribeiro, Viviane Duarte, Nina Oliveira, Xênia França e Yzalú com apresentação de Adriana Couto e Roberta Estrela D'Alva. Veja ou reveja essas falas.

por   em Empoderamento   | 19.04.2017

 

TEDxSãoPaulo Mulheres que Inspiram (parte III)

Oie. Voltei, tudo bem?

Se você chegou agora, esse é o último post da série TEDxSãoPaulo Mulheres que Inspiram, evento que aconteceu no dia 23 de julho de 2016 no Hotel Unique. Eu e mais um montão de outras mulheres negras poderosas (sim, é o que somos. Sorry mundo!) participamos dessa conferência como voluntárias, doando nosso amor e talentos para que outras 20 mulheres igualmente poderosas vivessem tal experiência. Foi um dia lindo!

OBS1: Se você não leu a parte 1, clique aqui!

OBS2: Se você não leu a parte 2, clique aqui!

Chega de observações. Bora continuar!

 

16. Eu quero poder ser fraca – por Stephanie Ribeiro

Stephanie é estudante de Arquitetura e Urbanismo na PUC – Campinas, ativista feminista negra e escritora. Já teve textos postados no Huffington Post,  blog #Agoraéquesãoelas, Think Olga, Huffpost Brasil, MdeMulher, entre outros. Em 2015, recebeu da Assembléia Legislativa de São Paulo a Medalha Theodosina Ribeiro, homenageando seu ativismo pelas mulheres negras.

17. Plano de Menina – por Viviane Duarte

Viviane é jornalista, com pós-graduação em Marketing de Consumo e MBA em Comunicação Estratégica. Criou em 2010 o Plano Feminino, uma plataforma de consultoria, conteúdo e educação que conecta marcas junto ao público sem estereotipar a mulher em sua comunicação. É fundadora do projeto social Plano de Menina, focado nas meninas das comunidades de São Paulo.

O evento, que foi apresentado por Roberta Estrela D’Alva e Adriana Couto, contou também com 3 apresentações musicais:

18. – Nina Oliveira

Nina, 19 anos, guarulhense, boa vendedora de chocolates, vocalista e tocadora do seu instrumento mais potente, seu coração.

#chateada Não encontrei vídeos da apresentação da Nina nesse TED. Se alguém encontrar, por favor, me avise, assim eu consigo completar o post  :(

 

19. Xênia França

Xênia iniciou sua carreira em 2007 com a banda Capadócia e atualmente é vocalista e única mulher da Aláfia, banda que tem na cultura negra sua maior referência. Para Xênia, cantar suas origens é uma maneira de fortalecer sua identidade, exaltar sua negritude e superar os obstáculos da sociedade.

 

20. Yzalú

Yzalú cresceu ouvindo músicas de protesto, como rap, reggae e samba de raiz. Aos 16 anos foi morar em Salvador, onde teve um contato maior com a MPB. Aprofundou-se na cultura hip hop e participou do grupo de rap feminino Essência Black. Recentemente gravou o seu primeiro CD, “Minha Bossa é Treta”. Yzalú surpreende na suavidade de sua voz e na força de sua poesia, com o toque do violão.

Bom… essas foram as protagonistas do dia. Foi ou não foi lindo?

Não sei se você também sente ou já sentiu algo parecido com o que vou dizer agora, mas durante um período, enquanto eu era a “única” (a única negra no curso da faculdade, a única negra no meu ambiente de trabalho, a única negra…) algumas dores não tinham nome, não eram discutidas e eu acreditava que se só eu as sentia, elas também eram únicas, eram minhas. Muito tempo se passou até eu conseguir nomear minhas dores, meus incômodos e isso só aconteceu quando descobri que essas dores únicas eram comuns a mulheres parecidas comigo, mulheres negras.

Imagino que, assim como eu, você também tenha se identificado com pelo menos uma dessas falas. Eu me identifiquei com muitas. Quanto vezes eu quis ser fraca e não pude. Quantas vezes esperei a mulata aparecer. Quantas vezes desejei que a mulata sumisse. Quantos planos eu montei. Quantas vezes eu chorei por me sentir a carne mais barata. Quantas vezes eu lutei para não ser invisível. Quantas vezes eu não me enxerguei por me achar invisível. Quantas vezes eu escrevi e depois escondi os textos por achar que as minhas dores eram únicas e por isso não interessavam a ninguém. Quantas vezes eu quis ter os olhos azuis. Quantas vezes eu só quis ser eu mesma desde que isso não me fizesse sofrer. Quantas e quantas vezes? Quantas e quantas de nós? Únicas? Não, tenho certeza que não.

Mesmo já tendo passado um tempinho, eu achei que precisava dividir isso com você, especialmente com você que não tinha visto nenhum desses vídeos. Foi um dia lindo, como tantos outros, mais um dia de luta, de luta de mãos dadas, de luta de olho no olho, de luta por nós, para nós, conosco.

E aí, qual dessas falas mais te tocou?

Clique aqui para assistir a parte 1.
Clique aqui para assistir a parte 2.

Imagens: Anderson de Jesus – Todos os negros do mundo

Espalhe por aí!
 

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