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Prazer, Carolina!

Conheça Carolina Maria de Jesus. Negra, pobre e favelada. Seus livros foram traduzidos em 13 idiomas e hoje é a escritora brasileira mais lida no exterior.

por   em Empoderamento   | 19.08.2013

 

No dia 25 de julho foi comemorado o dia da mulher negra, você sabia?

A data foi instituida em 1992 no primeiro encontro de mulheres negras da América Latina e do Caribe, na República Dominicana.

Aproveitando a data e a nossa vontade de falar sobre uma brasileira em especial perguntamos a você: Conhece Carolina Maria de Jesus?

foto carolina maria de jesus

Negra, pobre, filha de um homem já casado e favelada. Carolina Maria de Jesus transformou um destino certo de agruras, violência e miséria em sucesso literário nos anos 60.

Moradora da favela do Canindé, aproveitou os dois anos de estudo que teve e os cadernos usados que encontrava, catando papéis para manter a família, para compor diários ricos em realismos e detalhes de vidas antes inexploradas e desconhecidas da maioria dos brasileiros.

Seu estilo é simples e autobiográfico, escancara a miséria da condição das favelas sensivelmente. Atingiu também sucesso internacional; foi traduzida em treze idiomas e é até hoje a escritora brasileira mais lida no exterior, perdendo apenas para Paulo Coelho. Especialistas a apontam como autora precursora do gênero chamado “testemunho” ou “depoimento”.

A escritora brasileira mais lida do exterior é uma mulher negra e pobre. Guardou isso?

Diz-se que ela foi descoberta por acaso, quando o jornalista Audálio Dantas a ouviu ameaçar uma gangue com a frase: “Saia daqui ou colocarei você no meu livro!”. As ameaças assustavam os outros moradores da favela, muitos analfabetos, pois conheciam os manuscritos de Carolina. Quando da publicação do primeiro livro, “Quarto de despejo”, o pouco dinheiro que entrou fez com que ela e a família mudassem para uma casa de alvenaria, sem que evitassem a hostilidade dos outros moradores da favela, muitos presentes no livro.

Carolina Maria de Jesus viveu uma fase de bonança, conviveu com a hostilidade, preconceito, fama, reconhecimento, novamente pobreza e até falta de assistência médica e por conta desta, ela faleceu em 1977 de um ataque respiratório.

Veja esse pequeno resumo sobre ela:

 

Conheça sua obra:

  • Quarto de Despejo (1960)
  • Casa de Alvenaria (1961)
  • Pedaços de Fome (1963)
  • Provérbios (1963)
  • Diário de Bitita (1982, póstumo)

E se quiser saber mais, consulte os links em português e inglês. Aproveite e compare a quantidade de informação das páginas estrangeiras com a brasileira. Chocante, não?

Inté +

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