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Chãs de África

Chã dos Negros e Comunidade dos Liras, ambas remanescentes quilombolas, ainda guardam lembranças, costumes e referências sólidas mas comungam de realidades opostas

por   em Empoderamento   | 17.05.2016

 

Cavalo Marinho, Coco de Roda, Chã sabe do que estamos falando? Dignidade, resgate, cultura, vida!

Chã dos Negros e a Comunidade dos Liras, ambas remanescentes de povos quilombolas, ainda guardam lembranças, costumes e referências sólidas deixadas por seus antepassados, porém, hoje comungam de realidades totalmente opostas, pois apenas a comunidade Chã dos Negros é reconhecida oficialmente como “comunidade quilombola (negra)” e detém de privilégios.

O vídeo documentário, intitulado “Chãs de África” evidência as diferenças sociais, políticas e comportamentais dessas duas comunidades rurais do município de Passira, Agreste de Pernambuco. Enquanto Chã dos Negros segue com apoio para preservar sua cultura, a Comunidade dos Liras ainda espera essa titulação, a qual acontece através da Fundação Cultural Palmares, entidade vinculada ao Ministério da Cultura, que com parecer técnico, certifica as comunidades negras do país.

” …Lá num é uma criança se equilibrar de pé, já dança coco de roda.” Diz Dilma Ferreira, comunidade dos Liras sobre a vivência da cultura quilombola na comunidade Chã dos Negros.

” Identidade é essencial e sem identidade nós não somos nada. E Identidade tem que ser autodeterminação.. eu tenho que me auto proclamar, eu tenho que me auto aceitar e me colocar como pertencente a um grupo.” Afima José Lira, historiador.

“Tenho duas filhas gêmeas e elas tem orgulho na escola, se identifica com o cabelo afro, se mostra, se dança (…). A minha alegria maior é ver, porque antes, na idade delas eu tinha vergonha.” Diz Gorete Martins, comunidade Chãs dos Negros e mãe das meninas que ilustram esse post.

Henrique Santos, idealizador do projeto e natural da cidade de Passira espera que a produção audiovisual sensibilize os órgãos governamentais responsáveis e atraia mais investimento principalmente para Comunidade dos Liras, que vê suas tradições se perderem ano após ano. “Espero que a partir desta iniciativa, a comunidade passe a receber um incentivo financeiro do Governo para desenvolver pontos de cultura, e sobre tudo garantir a soberania sobre suas terras, além de assegurar a sobrevivência das suas tradições” argumenta. Ele ainda destaca outras metas esperadas com a produção audiovisual. “O maior legado desse projeto é fazer com que a mensagem seja entendida entre essas localidades e que isso fortaleça ainda mais a consciência que eles têm de suas origens e do orgulho em ser negro,” ressalta.

Produzido em abril de 2015, “Chãs de África” é produzido em parceria com o jornalista recifense Rodrigo Baltar, a estudante de Comunicação Social Manoela Bezerra, além da colaboração do cinegrafista e editor de imagens, Douglas Santos.

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