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A última do ano

2016 foi um ano difícil, mas em termos de empoderamento negro temos o que comemorar.

por   em Empoderamento   | 28.12.2016

 

Estamos na reta final de um dos anos mais difíceis da história do nosso país, mas ainda assim temos o que celebrar!

bem vindo 2017

O ano termina e com ele vem um sentimento de impotência diante do tempo que passou. Quanto queríamos ter feito aqui no Soul Negra e não fizemos :) , mas a reflexão sobre o ano também teve aspectos positivos no que diz respeito a empoderamento negro.

Quando começamos o Soul Negra em 2011 dava pra contar nos dedos quantas marcas ofertavam produtos para a etnia negra, aos poucos está mudando, e olhem para esse ano, quanta coisa aconteceu! De pequenas a grandes marcas, o cenário está se transformando!E junto com a oferta de produtos cresce a demanda e a necessidade de que os produtos sejam representados por modelos negras, crespas, cacheadas… não nos entendam mal, não tá perfeito e sequer reflete a diversidade do nosso país, falta muito, mas está saindo do zero.

Representatividade importa e como! E esse ano tivemos 6 misses negras no Brasil e ainda as misses Brasil, EUA e França; protagonistas de programas na TV;  top influencers, presença na São Paulo Fashion Week; casal negro sendo eleito personalidades do ano; campanhas e denúncias de racismo aumentando e estímulo ao empreendedorismo Afro. O nível do discurso está subindo e com ele muito mais protagonismo negro :)

E como não falar no engajamento e articulação de tantos influenciadores digitais, que começam a fazer parte de ações de marcas, e principalmente de ações culturais que acabam, além de espaço, dando voz à temáticas negras/afrodescendentes.

1º Encontro de Beleza Negra no Youtube

E se isso tudo esta acontecendo o mérito é de todos que repensaram sua forma de consumir, levando as marcas a se movimentarem, de todos que elevaram a voz participando, apoiando e difundindo essas temáticas e de cada um que ao se empoderar acaba por ser referência com sua atitude, seu cabelo, seu discurso para o próximo. Assim como no passado muitos o fizeram por nós. E assim vamos caminhando para aumentar a autoestima dos nossos!

Para aproveitar melhor o tempo que nos resta esse ano, deixamos aqui as reflexões de uma das mulheres negras mais fortes e respeitadas desse país, que através do tempo vem abrindo caminhos e horizontes, Elza Soares.

O que é o tempo? Não sei. Tem dias que ainda nem nasci. Tem dias que me lembro como se fosse ontem, das brincadeiras na rua. Dos barracos de Moça Bonita em Padre Miguel. De cantar o hino, rouca, louca, nos Jogos Pan-Americanos de 2007. De tantas lembranças que nem perco tempo em lembrar. Tempo me lembra idade e idade eu já deixei de ter faz tempo.

Tenho curvas no corpo preservadas como há tempos atrás. Tenho marcas na mente que me fizeram enlouquecer a ponto de renascer nos últimos tempos. É lógico, meu bem. Uma mulher que viveu tanto em tão pouco tempo, tem marcas que não dá pra apagar. Pois é, né. Pouco tempo sim. Se medir em anos perco a conta. Se contar em tempo, é coisa pouca.

A vida é um sopro. Levar tudo a sério demais é perder tempo. Quando quis, amei. Quando amei, sofri. Quando sofri, cantei. Cantei até o fim e no fim, recomecei. Aliás, recomeçar é algo que faço bem. Talvez por não fatiar o tempo em anos. Nem sei a data que nasci. Não comemoro essas fatias. Desde menina foi assim. Sem aniversários. Os amigos se lembram, festejam, batem palmas. Eu vou dormir.

Para que o amanhã seja muito melhor que o hoje, que venha 2017!

Te convidamos a dar sua opinião, o que você quer para o ano que vem? Feliz ano novo!

 

Texto retirado da site do Itau

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